Dez pessoas foram presas em Rondônia somente neste mês de agosto por suspeita de furto de energia elétrica. O número é parcial e pode aumentar até o fim do mês, já que as fiscalizações continuam em diferentes regiões do estado. Com as ocorrências mais recentes, chega a 90 o total de prisões pelo mesmo crime entre janeiro e agosto de 2026.

Porto Velho concentra a maior parte dos casos registrados neste mês, com cinco prisões. Outras duas ocorreram em Ji-Paraná e uma em cada nos municípios de Ouro Preto do Oeste e Nova Brasilândia d’Oeste.

As fraudes foram encontradas em imóveis com perfis variados, o que inclui uma arena de beach tennis, uma barbearia, um bar, uma distribuidora de bebidas, quatro residências e uma fazenda de café.

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A identificação das irregularidades começa com o cruzamento de informações e análise de dados do sistema elétrico. A Energisa também utiliza monitoramento da rede e inspeções técnicas para localizar possíveis ligações clandestinas ou outras formas de desvio de energia.

Quando há indícios de fraude, os órgãos competentes são acionados para realizar a perícia e adotar as medidas policiais e legais. As prisões são efetuadas pelas autoridades responsáveis após a constatação das irregularidades.

Segundo Daniel Andrade, gerente do Departamento de Combate a Perdas da Energisa Rondônia, o trabalho de fiscalização é precedido por análises que ajudam a direcionar as equipes para locais com suspeita de irregularidades.

Risco de acidentes

Além de provocar prejuízos ao sistema de distribuição, as ligações clandestinas podem representar risco de choque elétrico, curto-circuito, incêndio e até morte. Intervenções feitas sem segurança também podem causar interrupções no fornecimento e afetar outros consumidores.

O furto de energia é crime e pode resultar em responsabilização criminal, além da cobrança dos valores correspondentes à energia desviada e dos custos relacionados à regularização da instalação.

A população pode denunciar suspeitas de furto de energia de forma anônima pelo telefone 190, da Polícia Militar, ou pela Central de Atendimento 24 horas da Energisa, no 0800 647 0120.