Um laudo de insanidade mental concluiu que Vitória Caroline Marangoni Schneider, acusada pela morte de Odair Brustolin, de 66 anos, tinha capacidade de compreender que sua conduta era ilegal no momento do crime.

O exame, porém, apontou que essa compreensão ocorreu de maneira parcial e fragmentada, inclusive em relação à gravidade do ato e às possíveis consequências. O resultado foi homologado pelo juiz Bruno Magalhães Ribeiro dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho, em decisão assinada na terça-feira (25).

O laudo foi produzido em um processo específico de avaliação da saúde mental da estudante e agora passa a integrar também a ação penal que apura a morte do idoso.

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Como ocorreu o caso

Vitória é acusada de atingir Odair com um Jeep Renegade, em 1º de julho, no bairro Areal, em Porto Velho.

Segundo o boletim de ocorrência, a estudante teria avançado duas vezes com o veículo contra o portão de uma residência. Na segunda tentativa, a estrutura foi rompida e o carro entrou no imóvel.

Odair foi atingido e ficou prensado contra a parede de um banheiro localizado na área externa da casa. Ele foi socorrido em estado grave, permaneceu internado e morreu posteriormente após sofrer uma parada cardíaca.

Após deixar o local, segundo o registro policial, Vitória procurou um amigo e pediu que ele escondesse o veículo e realizasse serviços de lanternagem e pintura.

O homem relatou à polícia que a estudante afirmou ter batido o Jeep contra um portão durante uma discussão no condomínio onde morava. O veículo foi localizado posteriormente coberto por uma lona preta.

Vitória foi encontrada em uma residência no bairro Nova Porto Velho e presa.

Com a homologação do laudo, a Justiça passa a contar com a avaliação sobre a capacidade da acusada de compreender a natureza ilícita da conduta no momento dos fatos. A análise da responsabilidade penal, contudo, continua dentro do processo que apura o homicídio.