Moradores que dependem da RO-133, conhecida como Estrada do Calcário, bloquearam a rodovia na manhã desta terça-feira (25) para cobrar a pavimentação do trecho. A manifestação ocorre como forma de pressionar o Governo de Rondônia por uma resposta sobre uma obra reivindicada há anos pela comunidade.

A rodovia liga Espigão do Oeste à região da usina de calcário e possui aproximadamente 50 quilômetros sem asfalto. O trecho também é utilizado para acessar diversas linhas rurais de Espigão do Oeste e Pimenta Bueno.

Além dos moradores, a estrada é utilizada diariamente por caminhões que transportam minério, madeira e produtos agrícolas. A produção das propriedades rurais também depende da rodovia para chegar a outros municípios.

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A RO-133 ainda é rota de ônibus escolares, que transportam estudantes das comunidades rurais.

Poeira, buracos e lama

Os moradores afirmam que os problemas mudam conforme a época do ano. Durante a seca, a combinação de poeira e buracos dificulta o tráfego. No período chuvoso, alguns pontos ficam praticamente intransitáveis.

O fluxo constante de caminhões pesados também contribui para o desgaste da estrada.

Segundo os manifestantes, o asfaltamento já foi prometido em outras ocasiões. Eles também questionam a existência de documentos e mapas nos quais determinados trechos da RO-133 aparecem como pavimentados, embora continuem sem asfalto na prática.

Para a comunidade, a precariedade da estrada afeta desde o transporte de alimentos e da produção rural até o acesso a serviços de saúde, trabalho e educação.

“É um descaso com centenas de famílias que dependem da RO-133 para tudo: alimentação, saúde, estudo e trabalho”, afirmam os moradores.

Os manifestantes afirmam que pretendem manter a interdição até obter uma resposta concreta do Governo de Rondônia sobre a pavimentação.

Até a publicação desta reportagem, não havia previsão para a liberação do trânsito nem posicionamento informado do governo sobre a manifestação.