A Polícia Civil de Rondônia voltou o foco para o dinheiro de uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas e ataques a provedores de internet. Na Operação Quirinus, foram determinados bloqueios que chegam a R$ 8,6 milhões para tentar atingir a estrutura financeira do grupo.

A investigação começou após ataques contra empresas de internet em Jaru e Theobroma. A análise de celulares e outros materiais apreendidos levou os investigadores a identificar uma organização com pontos de venda de drogas e uma rede de distribuição que ultrapassava as fronteiras de Rondônia.

A ofensiva cumpriu 36 medidas cautelares em quatro estados. Em Rondônia, os alvos estavam concentrados em Guajará-Mirim, Ariquemes, Buritis, Cerejeiras e Jaru. A investigação também apontou conexões com grupos e operações nos estados do Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão.

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Mais do que prender integrantes, a estratégia da polícia é asfixiar financeiramente a organização, impedindo que recursos obtidos com atividades criminosas continuem sendo usados para financiar a distribuição de drogas e outras ações do grupo.

Segundo a investigação, dois integrantes presos em flagrante durante a apuração dos ataques aos provedores ajudaram a polícia a avançar na identificação da estrutura criminosa. A partir da perícia em dispositivos eletrônicos e do cruzamento de informações, os investigadores chegaram a outros integrantes e à rede de atuação da facção.

A Quirinus é tratada pela Polícia Civil como uma primeira etapa de uma ofensiva mais ampla contra o grupo. Novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das investigações.