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Quase dois meses após perder a filha em um grave acidente de trânsito na BR-435, em Cerejeiras (RO), Maria Aparecida Oliveira decidiu gravar um vídeo para desabafar e cobrar respostas das autoridades. A filha, Jeniffer Oliveira Novais, de 26 anos, era técnica em enfermagem e morreu enquanto seguia de motocicleta para trabalhar em Cabixi.
O acidente aconteceu na terça-feira, 7 de julho, quando Jeniffer seguia pela rodovia. Segundo o relato apresentado pela família, ela teria caído na pista e pessoas que passavam pelo local tentaram sinalizar o acidente para evitar que outros veículos atingissem a jovem.
Ainda de acordo com as informações apresentadas pela família, uma Toyota SW4 teria passado pelo trecho apesar da sinalização feita por pessoas que estavam na pista e por uma carreta que havia parado para prestar auxílio. O veículo teria atingido Jeniffer, que permanecia caída sobre o asfalto.
A jovem sofreu graves ferimentos e morreu em decorrência de laceração hepática e contusão pulmonar. Após o acidente, ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal São Lucas, em Cerejeiras, mas não resistiu aos ferimentos.
No vídeo, Maria Aparecida questiona a demora na apuração do caso e cobra que os fatos sejam esclarecidos e que eventuais responsáveis sejam identificados e responsabilizados, caso sejam comprovadas condutas que tenham contribuído para a morte da filha.
A mãe também levanta questionamentos sobre os ocupantes da SW4. Segundo ela, quatro pessoas estariam no veículo, mas apenas três teriam sido identificadas no inquérito. A família questiona ainda o fato de um dos depoimentos prestados à Polícia Civil não ter esclarecido quem seria o quarto ocupante.
Maria Aparecida afirma também ter tomado conhecimento de que pessoas que estavam no veículo teriam participado de uma reunião política em Cerejeiras, no dia 6 de julho, véspera do acidente. Segundo o relato apresentado pela família, no dia seguinte, após a ocorrência, essas pessoas também teriam participado de gravações relacionadas à campanha eleitoral em Corumbiara.
A família, no entanto, evita apontar publicamente nomes ou atribuir responsabilidades criminais aos envolvidos. A expectativa é de que a investigação esclareça a dinâmica do acidente, identifique todas as pessoas que estavam no veículo e determine eventual responsabilidade de cada envolvido.
A defesa da família de Jeniffer afirmou que continuará acompanhando o caso e buscando a responsabilização de quem eventualmente tenha contribuído para a morte da jovem, independentemente de posição social ou hierarquia.
A morte de Jeniffer Oliveira Novais provocou comoção entre familiares, amigos e profissionais da área da saúde. Ela trabalhava na rede municipal de saúde de Cabixi e também prestava serviços em Corumbiara.
Dois meses após a tragédia, Maria Aparecida Oliveira continua cobrando respostas sobre o que aconteceu naquela noite na BR-435. Para a família, além da identificação de todos os envolvidos, é necessário esclarecer a dinâmica do acidente e garantir que, caso sejam comprovadas responsabilidades, os responsáveis sejam levados à Justiça.
As informações sobre a dinâmica do acidente, os ocupantes da SW4 e eventuais responsabilidades são apresentadas com base nos relatos da mãe e da defesa da família. A apuração dos fatos e a definição de responsabilidades cabem às autoridades competentes.
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