Uma imagem que expôs o vazio de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) provocou cobranças e obrigou o governo de Rondônia a se explicar. Menos de 24 horas depois da repercussão do vídeo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) afirmou que a UTI do Hospital Regional de Cacoal foi restabelecida.

Segundo a pasta, os atendimentos voltaram ao funcionamento normal a partir das 19h desta terça-feira (1º).

A explicação oficial veio por meio de nota. A Sesau afirmou que adotou medidas para normalizar o serviço, entre elas alinhamentos técnicos com a equipe responsável pela UTI e uma reformulação da escala de trabalho, com reforço no quadro de profissionais.

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Mas a nota não responde a uma das principais perguntas provocadas pelo episódio: por que uma UTI do hospital apareceu completamente vazia, sem pacientes e sem profissionais, nos dias anteriores?

O vídeo que provocou a crise

O caso ganhou repercussão depois que um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou a UTI do Hospital Regional de Cacoal sem pacientes e sem servidores.

A situação teria surpreendido até a direção da unidade, que teria encontrado o setor vazio ao chegar ao hospital na segunda-feira (31), segundo a reportagem do Eu Ideal.

A repercussão aumentou a pressão sobre a Secretaria de Estado da Saúde, especialmente porque o Hospital Regional de Cacoal é uma referência para aproximadamente 24 municípios do interior de Rondônia.

Até aquele momento, segundo a publicação, o secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, não havia respondido aos contatos da reportagem.

Governo diz que demais serviços não pararam

Na nota divulgada nesta terça-feira, a Sesau fez questão de afirmar que o hospital não deixou de funcionar.

Segundo a secretaria, durante o período em que a UTI enfrentou o problema, o Hospital Regional de Cacoal manteve cirurgias, consultas, exames e outros serviços de saúde.

A pasta, porém, não detalhou quantos leitos da UTI ficaram indisponíveis, quantos pacientes foram afetados ou por quanto tempo o setor funcionou abaixo da capacidade esperada.

Reforço na escala

A resposta do governo aponta a reorganização da escala dos profissionais como uma das medidas adotadas para solucionar o problema.

A Sesau afirma que houve reforço da equipe e ajustes técnicos para garantir a continuidade da assistência.

A partir das 19h de terça-feira, a secretaria declarou que os atendimentos da UTI seguiriam normalmente.