Rondônia registrou 266 focos de calor entre 1º e 25 de agosto, segundo o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Quase três em cada quatro registros estão concentrados em apenas três municípios.

Porto Velho aparece na liderança, com 96 focos, seguido por Candeias do Jamari, com 60, e Machadinho d’Oeste, com 36. Juntos, os três municípios somam 192 ocorrências, ou 72,2% do total estadual.

Guajará-Mirim aparece na sequência, com 16 focos. Cujubim registrou oito e Theobroma, sete. Nova Mamoré teve seis ocorrências, enquanto Cacoal, Pimenta Bueno, Santa Luzia d’Oeste e São Francisco do Guaporé contabilizaram quatro cada.

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Quase 50% dos registros ocorreram em uma semana

O avanço dos focos ganhou força na segunda quinzena de agosto. Entre 3 e 9 de agosto foram registrados 54 casos. Na semana seguinte, foram 63.

O maior salto ocorreu entre 17 e 23 de agosto, quando o INPE contabilizou 129 focos, quase metade de todos os registros do período analisado.

Áreas protegidas também registram focos

As unidades de conservação somaram 43 focos de calor até 25 de agosto. Desse total, 26 ocorreram em áreas estaduais e 17 em unidades federais.

Entre as estaduais, a Resex Angelim teve o maior número, com 10 registros. Nas federais, a Flona do Bom Futuro liderou, com oito.

Os dados reforçam a concentração do fogo em determinadas regiões do estado, principalmente durante o período de estiagem.

Foco de calor não é sinônimo de incêndio

O INPE alerta que um foco detectado por satélite representa uma anomalia térmica e não significa necessariamente um incêndio de grandes proporções. A confirmação e a dimensão de uma queimada dependem da análise de outras informações e, quando possível, de verificação em campo.

Em Porto Velho, a prefeitura mantém ações de monitoramento, fiscalização e combate às queimadas em conjunto com órgãos ambientais e o Corpo de Bombeiros. Em situações de emergência, a orientação é acionar o 193.