Uma discussão dentro do comitê eleitoral de Adailton Fúria, candidato ao governo de Rondônia, terminou em uma mudança na estrutura responsável pela comunicação da campanha.

O publicitário João Kalache, que integrava a equipe de marketing, foi dispensado após um desentendimento com o candidato, segundo relatos de pessoas ligadas à campanha. A informação foi publicada com exclusividade pelo jornalista Juan Pantoja, do Eu Ideal.

O episódio não teria terminado apenas com a saída do profissional. Durante a discussão, Fúria teria afirmado que “não precisa de diploma para fazer marketing” e indicado que passaria a participar diretamente das decisões relacionadas à comunicação eleitoral.

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A declaração, entretanto, não foi confirmada publicamente pelo candidato. Até a publicação da reportagem original, a campanha também não havia apresentado sua versão detalhada sobre o episódio.

Um profissional com experiência eleitoral

A saída de Kalache chama atenção pela experiência acumulada pelo publicitário em campanhas políticas.

Em 2022, ele foi escolhido para comandar o marketing da candidatura de Felipe Santa Cruz ao governo do Rio de Janeiro. Naquele processo eleitoral, a equipe também contava com uma agência responsável pela atuação nas redes sociais.

Kalache também trabalhou, ao lado do publicitário Marcelo Faulhaber, em campanhas de Axel Grael, para a Prefeitura de Niterói; Caio Vianna, em Campos dos Goytacazes; e Rodrigo Neves, em duas disputas eleitorais.

Sua trajetória na área eleitoral remonta a 2010. O publicitário também acumula passagens por agências como Draft FCB, Artplan, Publicis Salles Norton e Prole. Em Niterói, ocupou ainda o cargo de coordenador-geral de comunicação da prefeitura.

Fúria quer decidir mais

Com a saída do marqueteiro, Fúria teria sinalizado internamente que pretende assumir uma participação mais direta nas decisões de comunicação da campanha.

A mudança acontece em uma etapa em que imagem, redes sociais, entrevistas, programas eleitorais e debates se tornaram peças centrais da disputa pelo governo estadual.

O rompimento, portanto, não representa apenas a troca de um profissional. Expõe também uma disputa sobre quem terá a palavra final na construção da imagem pública do candidato.

Por enquanto, a campanha não confirmou oficialmente todos os detalhes do episódio nem a frase atribuída a Fúria.

A saída de Kalache ocorre enquanto a corrida pelo governo de Rondônia começa a ganhar intensidade e os candidatos ampliam a exposição pública em busca de espaço junto ao eleitorado.