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<title>Portal de Notícias Demonstrativo - Sua fonte de notícias na cidade de ...</title>
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<description>Site de Notícias demonstrativo</description>
<language>pt-br</language>
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<title>Grávida de 5 meses denuncia companheiro após sequência de agressões em Ji-Paraná</title>
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<description>Mulher de cinco meses de gestação procurou ajuda após novo episódio de agressão e ameaça; companheiro deixou o local levando duas motos</description>
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<media:description type="plain">Ilustrativa</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher grávida de aproximadamente cinco meses procurou ajuda depois de denunciar mais um episódio de violência dentro de casa, em Ji-Paraná, Rondônia. Desta vez, segundo o relato, além das agressões físicas, ela teria sido ameaçada pelo companheiro durante uma discussão.</p>
<p>O caso aconteceu na tarde desta segunda-feira (24), em uma residência da Rua Luiz Matias Carneiro, no bairro Boa Esperança.</p>
<p>Mais do que um episódio isolado, o relato apresentado pela vítima aponta para um histórico de violência que teria se repetido ao longo do relacionamento. Ela afirmou que já havia sido agredida anteriormente com socos, chutes, tapas, empurrões e puxões de cabelo. Em uma das situações relatadas, teria sido enforcada pelo companheiro.</p>
<p>Segundo a mulher, as agressões e ameaças passaram a ocorrer com maior frequência ou intensidade nos últimos meses.</p>
<h3>Novo episódio ocorreu durante a gravidez</h3>
<p>A denúncia mais recente aconteceu enquanto a vítima está grávida de cerca de cinco meses.</p>
<p>De acordo com o relato, durante a discussão desta segunda-feira, o companheiro teria feito ameaças e, em seguida, partido para a agressão física, provocando lesões.</p>
<p>Depois do episódio, o homem teria deixado a residência levando duas motocicletas que pertenciam ao casal.</p>
<p>Ainda segundo a vítima, ele saiu do local em uma caminhonete emprestada de um amigo e seguiu para um destino desconhecido.</p>
<p>O caso foi denunciado às autoridades e deverá ser investigado. A identidade do suspeito não foi divulgada.</p>
<p>A investigação deverá apurar não apenas as circunstâncias da agressão registrada nesta segunda-feira, mas também o histórico de violência relatado pela vítima.</p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 21:48:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Serviços de nefrologia entram na mira do TCE após período sem contrato</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/servicos-de-nefrologia-entram-na-mira-do-tce-apos-periodo-sem-contrato</link>
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<description>Ex-secretários da Saúde terão de explicar demora em licitação que deixou atendimento de pacientes renais em situação contratual irregular</description>
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<media:description type="plain">Reprodução</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uma licitação que deveria garantir a continuidade dos serviços de nefrologia da rede pública de Rondônia virou alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO).</p>
<p>O processo, iniciado em outubro de 2023, demorou a ser concluído e, segundo o Tribunal, a situação contribuiu para a manutenção do atendimento por meio de contratos emergenciais e, posteriormente, sem cobertura contratual.</p>
<p>A empresa Nefron prestou serviços entre janeiro e abril de 2025 sem contrato vigente. É sobre esse cenário que o TCE agora busca esclarecimentos do ex-secretário de Saúde Jefferson Ribeiro da Rocha e da ex-secretária executiva Michelle Dahiane Dutra Mendes Santos.</p>
<p>Os dois foram citados pelo conselheiro Jailson Viana de Almeida e terão 15 dias para apresentar defesa e documentos.</p>
<h3>Não há condenação</h3>
<p>A decisão não aponta, neste momento, responsabilidade definitiva dos ex-gestores.</p>
<p>Durante a apuração, o TCE também deixou de considerar comprovadas outras suspeitas que estavam no processo, como sobrepreço nos contratos emergenciais, prejuízo aos cofres públicos e terceirização irregular de médicos.</p>
<p>Segundo a análise técnica, os valores pagos nos contratos emergenciais estavam compatíveis com as pesquisas de mercado realizadas na época. A contratação posterior por licitação apresentou preço menor, mas isso não foi considerado suficiente para provar que os contratos anteriores tinham valores acima do mercado.</p>
<p>O Tribunal também reconheceu a dificuldade do Estado para manter médicos nefrologistas na rede pública. Processos seletivos não teriam sido suficientes para suprir a demanda de aproximadamente 1.080 pacientes renais crônicos.</p>
<h3>O ponto que ainda preocupa</h3>
<p>O foco da investigação passou a ser a condução da licitação.</p>
<p>O TCE quer saber por que o processo levou tanto tempo para avançar e se houve falhas de planejamento ou acompanhamento por parte dos responsáveis pela Sesau.</p>
<p>A demora teria provocado a necessidade de um segundo contrato emergencial e, posteriormente, deixado os serviços sem cobertura contratual durante parte de 2025.</p>
<p>Jefferson deverá explicar se, como secretário, adotou medidas suficientes para garantir a conclusão da licitação antes do fim do contrato emergencial anterior.</p>
<p>Michelle, por sua vez, terá de esclarecer a autorização de uma contratação emergencial de R$ 5,2 milhões e sua participação em justificativas para pagamentos referentes a serviços realizados sem contrato.</p>
<h3>Apuração continua</h3>
<p>O atual secretário de Saúde, Edilton Oliveira dos Santos, também recebeu uma determinação. Ele terá 30 dias para informar ao Tribunal se a Sesau abriu uma investigação específica sobre o atraso da licitação.</p>
<p>O objetivo é identificar onde o processo ficou parado, quais setores participaram da tramitação e quem era responsável por cada etapa.</p>
<p>Depois das defesas, o caso será novamente analisado pela área técnica e seguirá para manifestação do Ministério Público de Contas antes de retornar ao relator.</p>
<p>Por enquanto, portanto, o TCE não concluiu que os ex-secretários sejam responsáveis pelas irregularidades. A investigação continua concentrada na demora da licitação e no período em que os serviços de nefrologia foram prestados sem contrato.</p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>TCE-RO</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 21:40:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Calor extremo matou 885 pessoas em Rondônia em 20 anos, aponta estudo</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/calor-extremo-matou-885-pessoas-em-rondonia-em-20-anos-aponta-estudo</link>
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<description>Estado está entre os que tiveram maior aumento na intensidade das ondas de calor; idosos concentram 71% das mortes</description>
<media:content url="https://www.360rondonia.com.br/uploads/images/2026/08/calor-extremo-matou-885-pessoas-em-rondonia-em-20-anos-aponta-estudo.jpg" medium="image">
<media:description type="plain"></media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O calor extremo deixou um rastro de mortes em Rondônia nas últimas duas décadas. Um estudo nacional inédito estima que 885 pessoas morreram no estado entre 2000 e 2019 em decorrência da exposição a ondas de calor.<o:p></o:p></p>
<p>O levantamento foi produzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em todo o Brasil, os pesquisadores estimam cerca de 120 mil mortes por causas naturais associadas ao estresse térmico no período.<o:p></o:p></p>
<p><b>Idosos concentram maior parte das mortes<o:p></o:p></b></p>
<p>Em Rondônia, a população idosa foi a mais afetada. Dos 885 óbitos estimados, 630 ocorreram entre pessoas com 65 anos ou mais, o equivalente a 71% das mortes atribuídas ao calor extremo no estado.<o:p></o:p></p>
<p>Entre os moradores de até 64 anos, foram estimadas outras 208 mortes relacionadas às temperaturas extremas.<o:p></o:p></p>
<p>O impacto também aparece quando os pesquisadores analisam as causas dos óbitos. As doenças cardiovasculares responderam por uma parcela importante das mortes associadas ao calor, com 316 casos estimados em Rondônia. Outros 183 óbitos estavam relacionados a doenças respiratórias.<o:p></o:p></p>
<p><b>Rondônia aparece entre os estados onde o calor mais se intensificou<o:p></o:p></b></p>
<p>O estudo aponta que as ondas de calor não se comportam da mesma forma em todas as regiões brasileiras. No Norte e no Centro-Oeste, os episódios tendem a durar mais e provocar períodos prolongados de estresse térmico.<o:p></o:p></p>
<p>Rondônia e Mato Grosso aparecem entre os estados com maior tendência de aumento da intensidade média dessas ondas. Isso significa que, além de ocorrerem períodos de calor extremo, as temperaturas registradas durante esses episódios estão se afastando cada vez mais da média histórica.<o:p></o:p></p>
<p><b>Calor agrava doenças e aumenta risco de morte<o:p></o:p></b></p>
<p>O organismo tenta compensar o excesso de calor por meio da transpiração e da dilatação dos vasos sanguíneos. Quando a exposição é prolongada, porém, mecanismos de hidratação e controle da temperatura podem entrar em desequilíbrio.<o:p></o:p></p>
<p>O problema é especialmente grave entre idosos e pessoas com doenças crônicas. O estresse térmico pode agravar problemas cardiovasculares e respiratórios e, em episódios mais severos, levar à morte antes mesmo que o paciente consiga chegar a uma unidade de saúde.<o:p></o:p></p>
<p>O levantamento também relaciona o risco às condições sociais. Pessoas com menor escolaridade e acesso mais limitado a ambientes climatizados, moradias adequadas e serviços de saúde estão entre as mais vulneráveis aos efeitos das temperaturas extremas.<o:p></o:p></p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator>Reprodução</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 21:35:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>MP Eleitoral alerta igrejas de Rondônia sobre uso de cultos e estrutura na eleição</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/mp-eleitoral-alerta-igrejas-de-rondonia-sobre-uso-de-cultos-e-estrutura-na-eleicao</link>
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<description>Recomendação proíbe manifestações de apoio ou rejeição a candidatos dentro de templos e orienta líderes religiosos sobre regras para 2026</description>
<media:content url="https://www.360rondonia.com.br/uploads/images/2026/08/mp-eleitoral-alerta-igrejas-de-rondonia-sobre-uso-de-cultos-e-estrutura-na-eleicao.jpg" medium="image">
<media:description type="plain"></media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público Eleitoral recomendou às entidades religiosas de Rondônia que mantenham igrejas, cultos e estruturas institucionais fora da disputa eleitoral. A orientação vale para líderes religiosos e demais responsáveis pelos templos e busca impedir que espaços de fé sejam utilizados para favorecer ou prejudicar candidatos.</p>
<p>A recomendação foi assinada pelo procurador regional eleitoral Leonardo Caberlon. O documento orienta as igrejas a informar seus líderes e integrantes, principalmente aqueles que são pré-candidatos ou candidatos, sobre as restrições previstas na legislação eleitoral.</p>
<p>Na prática, a recomendação alcança situações como pedidos de voto, manifestações de apoio ou rejeição a candidaturas, distribuição de material de campanha e uso de faixas, cartazes, camisetas, adesivos ou outros elementos de propaganda dentro de espaços vinculados às instituições religiosas.</p>
<h3>Cultos não podem virar palanque</h3>
<p>O MP Eleitoral também alerta que cultos, celebrações, reuniões e outras atividades religiosas não devem ser utilizados por pastores, padres, ministros, pregadores ou outros líderes para fazer propaganda eleitoral, seja de forma verbal, audiovisual, digital ou impressa.</p>
<p>A restrição também envolve o uso da estrutura física, financeira, organizacional, de pessoal ou de comunicação das igrejas para beneficiar candidaturas.</p>
<p>A legislação eleitoral considera templos religiosos bens de uso comum para fins de propaganda e proíbe sua utilização para divulgação eleitoral. O responsável por permitir a prática pode ser multado.</p>
<h3>Regra vale mesmo sem pedido de voto</h3>
<p>A recomendação destaca que uma eventual irregularidade não depende necessariamente de um pedido explícito de votos. Segundo o entendimento citado pelo MP Eleitoral, elementos como promoção pessoal, referência às eleições e utilização da estrutura religiosa para influenciar o eleitorado também podem ser considerados na análise de abuso de poder.</p>
<p>A legislação ainda proíbe doações eleitorais por entidades religiosas, inclusive aquelas feitas de forma estimável em dinheiro. O uso de igrejas para favorecer candidatos pode, dependendo do caso, gerar consequências eleitorais como cassação do registro ou diploma e inelegibilidade dos envolvidos.</p>
<p>Para o MP Eleitoral, a liberdade religiosa não autoriza práticas que contrariem as regras da disputa eleitoral. A recomendação tem como um dos fundamentos a necessidade de garantir equilíbrio entre os candidatos e evitar que a estrutura de instituições religiosas seja usada para interferir na escolha dos eleitores.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Reprodução</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 21:22:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Homem é condenado a 5 anos por transmitir HIV a mulher em Porto Velho</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/homem-e-condenado-a-5-anos-por-transmitir-hiv-a-mulher-em-porto-velho</link>
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<description>Justiça também fixou indenização de R$ 50 mil; condenado está preso desde junho e responde a outro processo envolvendo três mulheres</description>
<media:content url="https://www.360rondonia.com.br/uploads/images/2026/08/homem-e-condenado-a-5-anos-por-transmitir-hiv-a-mulher-em-porto-velho1787617810.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">Jean José Dunga de Oliveira — Foto: Arquivo Pessoal</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Justiça de Rondônia condenou nesta segunda-feira (24) Jean José Dunga de Oliveira, de 41 anos, a cinco anos de prisão por lesão corporal contra uma mulher com quem manteve um relacionamento em abril deste ano. Segundo a denúncia, ele sabia que era portador do HIV e teria transmitido o vírus à vítima.</p>
<p>Além da pena de prisão, o 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), determinou o pagamento de R$ 50 mil de indenização à vítima.</p>
<p>Jean está preso preventivamente desde 10 de junho. A decisão é de primeira instância e pode ser contestada pela defesa. O processo tramita sob segredo de Justiça.</p>
<h3>Outros três casos</h3>
<p>O homem também responde a outro processo por acusações semelhantes envolvendo três mulheres que procuraram o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) em 2025.</p>
<p>De acordo com o Ministério Público, Jean já era alvo da primeira ação quando teria continuado mantendo relacionamentos com outras mulheres. A apuração resultou em uma nova denúncia após o surgimento de uma quarta vítima.</p>
<p>Segundo o MP-RO, ele sabia do diagnóstico de HIV havia cerca de dez anos e não fazia tratamento antirretroviral. A investigação apura se a ausência de tratamento estava relacionada à intenção de transmitir o vírus às parceiras.</p>
<p>O tratamento adequado do HIV pode reduzir a carga viral a níveis indetectáveis, condição que impede a transmissão sexual do vírus.</p>
<figure><img class="img-fluid" src="https://www.360rondonia.com.br/uploads/images/2026/08/post-ehrckgvf.jpg" alt="Tribunal de Justiça de Rondônia — Foto: Mateus Santos/g1">
<figcaption>Tribunal de Justiça de Rondônia — Foto: Mateus Santos/g1</figcaption>
</figure>
<h3>MP procura possíveis vítimas</h3>
<p>O Ministério Público informou que ainda existe a possibilidade de outras mulheres terem sido expostas à infecção sem saber da situação.</p>
<p>Possíveis vítimas podem procurar o Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), do MP-RO, pelos telefones <strong>(69) 99906-6411</strong>, também por WhatsApp, e <strong>(69) 98408-9931</strong>.</p>
<p>O atendimento presencial é realizado na sede do Ministério Público de Rondônia, na Rua Jamari, nº 1555, em Porto Velho.</p>
<p>A defesa de Jean foi procurada, mas optou por não se manifestar sobre a condenação.</p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>G1 Rondônia</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 21:03:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Do uso de drones à agricultura regenerativa, o setor agro brasileiro alia tradição e inovação para alimentar o mundo e impulsionar a economia.</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/do-uso-de-drones-a-agricultura-regenerativa-o-setor-agro-brasileiro-alia-tradicao-e-inovacao-para-alimentar-o-mundo-e-impulsionar-a-economia</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.360rondonia.com.br/noticia/do-uso-de-drones-a-agricultura-regenerativa-o-setor-agro-brasileiro-alia-tradicao-e-inovacao-para-alimentar-o-mundo-e-impulsionar-a-economia</guid>
<description>Você sabia que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo? E isso não é por acaso!</description>
<media:content url="https://www.360rondonia.com.br/uploads/images/2025/09/do-uso-de-drones-a-agricultura-regenerativa-o-setor-agro-brasileiro-alia-tradicao-e-inovacao-para-alimentar-o-mundo-e-impulsionar-a-economia.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">https://pixabay.com/photos/drone-precision-agriculture-crops-2734228</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Exemplo de Conteúdo:</strong></p>
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<category>Agro</category>
<dc:creator>Exemplo de conteúdo</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>CCJ adia análise de projeto que muda processo de demarcação de terra. Pedido de vista coletivo adiou, na Comissão de Constituição.</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/ccj-adia-analise-de-projeto-que-muda-processo-de-demarcacao-de-terra-pedido-de-vista-coletivo-adiou-na-comissao-de-constituicao</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.360rondonia.com.br/noticia/ccj-adia-analise-de-projeto-que-muda-processo-de-demarcacao-de-terra-pedido-de-vista-coletivo-adiou-na-comissao-de-constituicao</guid>
<description>Processo volta para a pauta do colegiado.</description>
<media:content url="https://www.360rondonia.com.br/uploads/images/2025/09/ccj-adia-analise-de-projeto-que-muda-processo-de-demarcacao-de-terra-pedido-de-vista-coletivo-adiou-na-comissao-de-constituicao.png" medium="image">
<media:description type="plain">Marcelo Camargo / Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pedido de vista coletivo adiou, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, a discussão sobre o projeto de Lei (PL) 490/2007, que altera o Estatuto do Índio definido na Constituição de 1988. O processo volta para a pauta do colegiado, após o prazo de duas sessões do plenário da Casa.</p>
<p>Na prática, o projeto estabelece um marco temporal para demarcação das terras, tornando o processo mais complexo. Segundo o texto, serão passíveis de demarcação somente as áreas ocupadas pelos índios até 5 de outubro de 1988, ou as terras em renitente esbulho (perda do bem por violência, clandestinidade ou precariedade).</p>
<p>O relator do projeto, Arthur Maia (DEM-BA), tomou como base, na elaboração do texto, o julgamento da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Além do marco temporal, Maia adotou o entendimento de renitente esbulho como conflito possessório, iniciado no passado e persistente até o marco demarcatório temporal da data da promulgação da Constituição de 1988.</p>
<p>De acordo com o texto, os processos administrativos de demarcação de terras indígenas ainda não concluídos serão adequados à nova proposta. Outro ponto é que o projeto proíbe a ampliação de terras indígenas já demarcadas.</p>
<p>A deputada Joênia Wapichana (Rede-RR), única representante indígena na Câmara, cobrou a ausência de lideranças no debate da matéria. Desde terça-feira (15), dezenas de representantes de povos indígenas tem protestado contra o projeto. Na manhã desta quarta-feira, eles se posicionaram na entrada da Câmara, mas a entrada foi barrada pela segurança da Casa.</p>
<p>“Esse projeto não interessa aos indígenas que estão aqui na frente do Congresso [Nacional] e vai desfigurar os processo de demarcação de terras indígenas. Ele tenta emplacar uma tese de marco temporal que está sendo rechaçada no Supremo Tribunal Federal”, afirmou a deputada. Ela lembrou que o tema consta da pauta da Corte nesta semana.</p>
<p>Segundo a deputada, o texto desconsidera o histórico de expulsões, remoções forçadas e violências cometidas contra essas populações. Ela disse ainda que a proposta coloca as populações indígenas em vulnerabilidade.</p>
<p>“Será que a gente tem um início de direito para viver, um início de direito de ter a terra indígena?”, questionou a deputada, referindo-se à tese do marco temporal.</p>
<p>“A Constituição diz claramente que o direito às terras são direitos originários, imprescritíveis, inalienáveis", afirmou.</p>
<p>Crítica<br />Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP ), a Constituição determina ao Poder Executivo a competência pela demarcação das terras. Ele disse que somente com as terras homologadas os indígenas podem ter preservados a sua cultura, costumes e modos de vida.</p>
<p>”Esse reconhecimento da organização social, dos costumes, das línguas, das crenças e das tradições indígenas é a expressão concreta do avanço da legislação em relação à defesa dos direitos desses povos. O reconhecimento legitima a cultura e garante aos índios o direito de viverem segundo seus usos e costumes”, disse o deputado, em voto separado.</p>
<p> Autor de outra proposta que trata de demarcação de terras indígenas, Edio Lopes (PL-RR) ressaltou que o texto de Maia é inconstitucional. Para ele, o tema da demarcação de terras indígenas não deveria ser tratado por meio de um projeto de lei.</p>
<p>“Precisamos reconhecer que não podemos doutrinar essa questão através de uma lei ordinária, porque a questão da Raposa Serra do Sol é balizadora da questão indígena no país e ela foi resolvida no STF.  É uma questão constitucional e não podemos tratar o 231 [artigo da Constituição que trata da demarcação] a não ser através de uma proposta de lei complementar”, disse.</p>
<p>Defesa<br />Deputados da base governista defenderam a proposta. O deputado Darci de Matos (PSD-SC) disse que os processo de demarcação têm sido objetos de disputa na Justiça.</p>
<p>“Eu entendo que a demarcação de terras indígenas tem que ocorrer por meio de projeto de lei e não por meio de decreto e por influência de ONG [organização não governamental]”, disse.</p>
<p>O texto apresentado por Maia torna obrigatória a participação de estados e municípios nos procedimentos de demarcação em que se localize a área pretendida e das comunidades diretamente interessadas. O projeto diz que o processo será aberto à manifestação de interessados e de entidades da sociedade civil, desde o início do processo administrativo demarcatório.</p>
<p>A proposta permite a retomada de áreas de reservas destinadas aos povos indígenas, “em razão da alteração dos traços culturais da comunidade ou por outros fatores ocasionados pelo decurso do tempo”.</p>
<p>O texto abre ainda espaço para a exploração, em terras indígenas, de atividades econômicas, como as que são ligadas ao agronegócio e ao turismo, incluindo celebração de contratos com não indígenas.</p>
<p>“Pretendemos conceder-lhes [aos indígenas] as condições jurídicas para que, querendo, tenham diferentes graus de interação com o restante da sociedade, exercendo os mais diversos labores, dentro e fora de suas terras, sem que, é claro, deixem de ser indígenas”, justificou o relator da proposta, Arthur Maia (DEM-BA).</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Agência Brasil / Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Produtores colhem algodão orgânico na Paraíba</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/produtores-colhem-algodao-organico-na-paraiba</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.360rondonia.com.br/noticia/produtores-colhem-algodao-organico-na-paraiba</guid>
<description>O cultivo é feito pela agricultura familiar e quilombola</description>
<media:content url="https://www.360rondonia.com.br/uploads/images/2025/09/produtores-colhem-algodao-organico-na-paraiba.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">Priscila Gurgel/Agência Brasi</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>No semiárido paraibano, homens e mulheres do campo celebram a alegria da colheita do algodão orgânico. Este é o quarto ano desde a retomada do plantio da fibra natural em Ingá, na Paraíba, em consórcio com outros alimentos, explica o agricultor Nelson de Macena, produtor de algodão. </p>
<p>Produzido pela agricultura familiar e quilombola, em 2021 eram sete famílias na Itacoop, cooperativa dos agricultores do município de Ingá e região. Hoje, são 28 famílias que se beneficiam diretamente do plantio do algodão orgânico, com destaque para as mulheres; são 22 à frente do trabalho. </p>
<p>Antônia Régis é uma delas e no último ano foi a produtora com o maior faturamento. Filha de agricultores, desde criança ajudava no cultivo da terra e conta que ficou desconfiada com a retomada do plantio do algodão.</p>
<p>Para chegar aos bons resultados, os agricultores usam a tecnologia e seguem orientações de algumas instituições, como a Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Isso tudo para vencer o bicudo, inseto que acabou com o ciclo de cultivo de algodão na Paraíba no passado. A agricultora Maria Janete da Silva Rego, de 70 anos, lembra que antigamente se usava muito agrotóxico para combater as pragas, mas hoje a prática é outra. </p>
<p>Com tecnologia e manejo sustentável, o algodão de Ingá pode receber, em breve, uma importante certificação internacional, o GOTS, Global Organic Textile Standard, um dos padrões mais rigorosos para produtos têxteis orgânicos do mundo. Francisca Vieira, presidente da Associação Brasileira da Indústria da Moda Sustentável e líder do projeto Algodão Paraíba, explica a vantagens dessa certificação.</p>
<p>As boas práticas para o cultivo do algodão servem de modelo para outros estados, detalha a pesquisadora Nair Arriel, chefe geral da Embrapa Algodão.</p>
<p>No fim do dia da colheita, agricultores, empresários e demais participantes do evento assistiram a um desfile de roupas de uma das marcas que consome o algodão orgânico de Ingá. </p>]]></content:encoded>
<category>Agro</category>
<dc:creator>Priscila Thereso - repórter da Rádio Nacional</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Estudo indica bioinsumo como solução sustentável na produção alimentar</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/estudo-indica-bioinsumo-como-solucao-sustentavel-na-producao-alimentar</link>
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<description>País deixaria de emitir 18 milhões de toneladas de gás carbônico</description>
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<media:description type="plain">https://pixabay.com/photos/tractor-agriculture-nature-harvest-6704118</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é capaz de deixar de emitir o equivalente a 18 milhões de toneladas de gás carbônico apenas com a substituição de fertilizantes minerais por bioinsumos na plantação das gramíneas, família que reúne várias espécies plantas usadas na produção de alimentos.</p>
<p>A conclusão é de trabalho apresentado nesta terça-feira (24) pela pesquisadora do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, Luana Nascimento, que faz parte do projeto de cooperação internacional responsável pelo estudo Bioinsumos como alternativa a fertilizantes químicos em gramíneas: uma análise sobre os aspectos de inovação do setor. O estudo foi produzido pelo Senai e pela Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI).</p>
<p>De acordo com Luana, a pesquisa partiu de demanda estratégica do Ministério da Agricultura e Pecuária para subsidiar novas políticas públicas voltadas para segurança alimentar, desenvolvimento sustentável e competitividade do agronegócio brasileiro.</p>
<p>“As gramíneas representam a base da alimentação mundial humana e animal. São plantas como, trigo, milho, milheto, aveia e diversas outras e são base para a alimentação. Além disso, estão ligadas à produção de energia, tais como cana, e também aquelas ligadas a pasto, sejam naturais sejam pastos reformados.”</p>
<p>O principal objetivo foi compreender os efeitos do uso de bioinsumos associados à fixação biológica de nitrogênio e solubilização de fósforo e potássio no solo. Para isso, os pesquisadores mapearam o mercado brasileiro a partir da análise de produtos disponíveis, patentes e artigos científicos realizados nos últimos cinco anos anteriores a 2023.</p>
<p><strong>Fertilizantes</strong><br />A equipe constatou que cerca de 80 % dos fertilizantes minerais usados no setor são importados e, além de representar grande parte do custo de produção em larga escala, causam impacto ambiental quando são depositados no solo pelas chuvas e evaporam. Um exemplo é o óxido nitroso, apontado por estudos como um dos mais potentes gases do efeito estufa causadores do aquecimento global.</p>
<p>Com a substituição dos fertilizantes minerais pelos bioinsumos, também seria possível diminuir em 7 milhões de toneladas anuais a adição de nitrogênio ao meio ambiente, consequentemente diminuindo a conversão desse gás em óxido nitroso, por bactérias naturalmente presentes na água e no solo.</p>
<p>Além da vantagem ambiental, a pesquisa revelou a possibilidade de um dos principais setores da produção de alimento economizar até US$5,1 bilhões com a alternativa mais sustentável e ainda alavancar um setor que já produz a partir de uma tecnologia predominantemente brasileira.</p>
<p>O estudo concluiu que dos bioinsumos disponíveis no mercado, 63% têm como base a bactéria Azospirillum brasilense, mas outras espécies de microrganismos também foram observadas na composição dos produtos revelando um potencial de expansão do uso de organismos e microrganismos em novos produtos. “Isso corresponde a uma oportunidade real para o Brasil no desenvolvimento tecnológico para as específicas condições do nosso país. Isso faz com que o Brasil, que já está na vanguarda da utilização continue na vanguarda da produção desses insumos”, diz.</p>
<p>O estudo também foi promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), que reúne 34 países em cooperação técnica internacional no desenvolvimento de tecnologia e inovação para a agricultura. De acordo com o representante do IICA no Brasil, Gabriel Delgado, a pesquisa é um avanço na agenda ambiental para o setor. “O tema de bioinsumo é uma amostra do que pode se fazer em um país rapidamente para tratar de melhorar e fortalecer a resiliência dos sistemas alimentares”, conclui.</p>]]></content:encoded>
<category>Agro</category>
<dc:creator>Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Anvisa: 28% dos alimentos industrializados têm sódio em excesso</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/anvisa-28-dos-alimentos-industrializados-tem-sodio-em-excesso</link>
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<description>Entre as categorias consideradas críticas estão muçarela e requeijão</description>
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<media:description type="plain">Tânia Rêgo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Relatório divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta que 28% dos produtos industrializados monitorados por autoridades brasileiras em 2020 e 2021 não atingiram as metas estabelecidas para redução de sódio. De acordo com a Anvisa, as categorias classificadas como críticas são biscoito salgado, bolos prontos sem recheio, hambúrgueres, misturas para bolo aerado, mortadela conservada em refrigeração, pães de forma, queijo muçarela e requeijão.</p>
<p>O relatório cita, entretanto, “alentador progresso” observado em algumas categorias, como o caso de biscoitos doces tipo maria e maisena, indicando “uma tendência positiva”. “Ao ponderarmos sobre a oscilação nas amostras de batatas fritas e palhas industrializadas e a conformidade consistente dos cereais matinais, torna-se evidente que diferentes categorias demandam abordagens específicas”, pontuou a Anvisa.</p>
<p>Já a análise das categorias caldos em pó e em cubo, temperos em pasta, temperos para arroz e demais temperos, segundo o relatório, aponta dificuldades e avanços no monitoramento do teor de sódio em alimentos industrializados, com algumas categorias mantendo a conformidade e outras exigindo esforços adicionais.</p>
<p>“No cenário mais amplo, identificamos tanto progressos quanto desafios persistentes na redução do teor de sódio em alimentos industrializados. A análise abrangente do panorama brasileiro revela que o país enfrenta obstáculos significativos para atingir as metas regionais estabelecidas na diminuição do consumo de sódio, apresentando a menor adesão em comparação com outros países da América Latina e do Caribe.”</p>
<p>“Isso sublinha a urgência de reavaliar e aprimorar as estratégias atualmente em vigor. A colaboração contínua entre órgãos reguladores, a indústria alimentícia e a sociedade civil permanece fundamental para atingir as metas preestabelecidas e incentivar hábitos alimentares mais saudáveis”, destacou a agência.</p>
<p>O monitoramento se pautou na determinação do teor de sódio de amostras de produtos industrializados coletados em estabelecimentos comerciais e agrupadas conforme categorias pactuadas em acordos estabelecidos entre o Ministério da Saúde e o setor regulado.</p>
<p>A coleta e análise das amostras ocorreram de janeiro de 2020 a dezembro de 2021. Nesse processo, um fiscal da vigilância sanitária estadual foi responsável pela coleta em locais estratégicos, como mercados e estabelecimentos de venda de alimentos industrializados, seguindo um plano amostral nacional.</p>
<p>As amostras foram enviadas aos laboratórios centrais de Saúde Pública (Lacen) e ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), onde foram realizadas análises de sódio conforme metodologias oficiais, além da verificação da rotulagem.</p>
<p><strong>Açúcar</strong><br />A Anvisa divulgou ainda uma análise detalhada do monitoramento do teor de açúcares em alimentos industrializados no ano de 2021. Entre as 11 categorias avaliadas, constatou-se que 81,8% exibiram um teor médio de açúcares dentro dos limites definidos. As duas categorias que não atingiram as metas estabelecidas foram biscoitos doces sem recheio e biscoitos tipo wafers.</p>
<p>De acordo com o relatório, categorias como refrigerantes, néctares e refrescos estão em conformidade com os padrões estabelecidos, sugerindo uma tendência positiva no setor. Além disso, as categorias biscoitos maria e maisena e biscoitos recheados apresentaram 100% de conformidade com os limites estabelecidos para o teor de açúcares, destacando “uma aderência satisfatória por parte dos fabricantes”.</p>
<p>“No entanto, é crucial destacar que o segmento de biscoitos da indústria alimentícia ainda carece de melhorias significativas, uma vez que biscoitos sem recheio e do tipo wafer excederam os limites estabelecidos para teor de açúcares, indicando um menor nível de adesão às diretrizes regulatórias em comparação com outras categorias analisadas.”</p>
<p>“É fundamental reforçar a importância de políticas públicas eficazes voltadas para a redução do consumo de açúcares e a promoção de uma alimentação saudável. A implementação de estratégias educativas e de conscientização, aliada à regulamentação e fiscalização, desempenha um papel crucial na proteção da saúde da população e na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis”, concluiu a Anvisa.</p>
<p>O monitoramento baseou-se na quantificação dos níveis de açúcares presentes em amostras de alimentos coletados em estabelecimentos comerciais e categorizados conforme acordo voluntário estabelecido entre o Ministério da Saúde e o setor regulado. Os resultados das análises foram documentados no Sistema de Gerenciamento de Amostras Laboratoriais.</p>
<p>A condução desse processo foi realizada de forma colaborativa pela Anvisa e vigilâncias sanitárias estaduais, municipais e do Distrito Federal. No período compreendido entre janeiro e dezembro de 2021, foram conduzidas atividades de coleta e análise de amostras alimentares em conformidade com um plano amostral nacional preestabelecido. As amostras obtidas foram posteriormente encaminhadas aos laboratórios oficiais de saúde pública.</p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Bio-Manguinhos abre simpósio sobre futuro da produção de vacinas</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/bio-manguinhos-abre-simposio-sobre-futuro-da-producao-de-vacinas</link>
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<description>Novas terapias e uso da inteligência artificial estão entre os temas</description>
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<media:description type="plain">Fernando Frazão/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Profissionais, pesquisadores e instituições de desenvolvimento e produção de imunobiológicos de todo o mundo reúnem-se a partir desta terça-feira (7), no Rio, na 8ª edição do International Symposium on Immunobiologicals (ISI) para discutir o futuro da produção de vacinas, novas terapias promissoras e o uso da inteligência artificial a favor do diagnóstico preciso de doenças. Promovido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), no campus da instituição e na Fundação Getúlio Vargas (FGV), o simpósio vai debater também o que há de mais atual no mercado de imunobiológicos.</p>
<p>O encontro vai até sexta-feira (11) e tem como principal objetivo integrar pessoas, melhorar o conhecimento destas e, com isso, gerar um ambiente melhor para a inovação, disse o diretor de BioManguinhos, Mauricio Zuma, em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>“Temos expectativa de encontrar pessoas que fazem inovação no mundo inteiro, e isso pode gerar interações, alguma coisa em termos de uma vacina nova, tecnologia que já dominamos”, acrescentou Zuma. Ele informou que haverá discussões sobre a plataforma tecnológica de RNA mensageiro (mRNA) e ressaltou que o principal é fazer a conexão entre os profissionais dessa área, para criar um ambiente mais propício à geração de inovações.</p>
<p>Instituições como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a Fundação Bill e Melinda Gates e o Instituto Internacional de Vacinas (IVI) têm participado ao longo dos anos do simpósio do ISI, que já faz parte do calendário de Bio-Manguinhos.</p>
<p>Os debates vão se estender também às formas de preparação para enfrentar futuras possíveis pandemias, como a capacitação e o fortalecimento dos laboratórios regionais, inclusive por meio de parcerias e do intercâmbio científico e tecnológico. Zuma adiantou que uma das discussões será sobre vigilância para o preparo e identificação antecipada de pandemias, e sobre como o Brasil deve se preparar para possíveis emergências.</p>
<p>“Outra coisa é falar de tecnologia para diagnósticos, vacinas e tratamento, que estão sendo pensados para dar conta mais rapidamente de possíveis pandemias. Não especificamente para identificar qual a pandemia, mas o preparo de uma maneira geral”, disse o diretor de Bio-Manguinhos.</p>
<p>Ele explicou que a plataforma de mRNA é uma das formas de se preparar para o futuro. “Estamos nos preparando para que, seja qual for a epidemia ou pandemia que vier, tenhamos condição de, dominando essa plataforma, dar uma resposta rápida em termos de desenvolvimento, ou de chegar a uma vacina mais rápida do que a tecnologia que existia antigamente.”</p>
<p>Para Zuma, a importância de BioManguinhos realizar o simpósio é ter a participação de especialistas de várias partes do mundo e integrar os estudos e pesquisas. “Estar junto com a comunidade internacional, entender o que eles estão fazendo lá fora e mostrar o que estamos fazendo aqui. Estamos realizando coisas aqui que podem ser do interesse das comunidades internacionais e, com isso, alavancar parcerias e atividades que resultem em algum projeto de desenvolvimento de produto.” É importante estar em constante contato com profissionais renomados, sejam  pesquisadores, gestores de áreas estratégicas, universidades, institutos de pesquisa e instituições internacionais, para haver troca e melhorar a qualificação de todos, reforçou.</p>
<p>A programação inclui um painel com a diretoria da Rede Internacional de Fabricantes de Vacinas dos Países em Desenvolvimento, aliança internacional de produtores da qual Bio-Manguinhos faz parte desde sua fundação. A reunião anual dessa rede está prevista para o segundo semestre deste ano no Brasil.</p>
<p>O simpósio tem espaço também para trabalhos e intercâmbio entre os pesquisadores brasileiros, com exposição de pôsteres e apresentações sobre temas relacionados a vacinas, biofármacos, kits para diagnóstico e gestão voltada para produtos biológicos.</p>
<p>O assessor científico sênior de Bio-Manguinhos e líder da comissão científica que coordena o evento e seleciona os conteúdos para exibição, Akira Homma, informou que os trabalhos expostos também concorrem a prêmios. “Desde a primeira edição, o ISI é planejado para oferecer aos estudantes e profissionais da área de biotecnologia uma oportunidade de compartilhar conhecimentos de ponta com pesquisadores de renome nacionais e internacionais, além de fomentar a produção científica brasileira”, destaca em texto da Fiocruz.</p>
<p>A 8ª edição do International Symposium on Immunobiologicals vai ter também uma mesa destinada à colaboração em inovação, o Innovation Hub, com participação do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, que, segundo a Fiocruz, é o berço do acelerador de partículas brasileiro.</p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Saúde reajusta bolsa do Mais Médicos em 8,4%</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/saude-reajusta-bolsa-do-mais-medicos-em-8-4</link>
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<description>Ajuda de custo dos profissionais também terá aumento</description>
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<media:description type="plain"> Marcelo Camargo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde reajustou em 8,4% a bolsa de profissionais do Programa Mais Médicos. Com o aumento, o valor líquido passa de R$ 11.530,04 para R$ 12.500,80. A portaria com o reajuste foi publicada no Diário Oficial da União. Segundo a pasta, a última atualização da bolsa-formação havia sido feita em 2019.</p>
<p>Em nota, o ministério destacou que o valor será pago a partir da próxima remuneração, no primeiro dia útil de julho. O reajuste vai ampliar ainda os valores de ajuda de custo, pagos quando o médico muda de cidade para atuar no programa, que variam de uma a três bolsas-formação, a depender da localidade de atuação.</p>
<p>“A medida também vai ampliar as indenizações por fixação, que são o valor acumulado da soma das bolsas-formação que o profissional pode receber ao final dos quatro anos do programa. Esses incentivos variam de 10% a 80% do total de bolsas recebidas, a depender da localidade de atuação e da condição do médico.”</p>
<p><strong>Números</strong><br />Dados da pasta indicam que o Mais Médicos conta com 24,9 mil vagas ocupadas e 2,6 mil em ocupação. A meta estabelecida pelo governo federal para 2024 é de 28 mil médicos ativos. Ainda segundo o ministério, 60% dos médicos em atuação em municípios mais vulneráveis pertencem ao programa.</p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Brasil tem capacidade para enfrentar futuras pandemias, diz ministra</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/brasil-tem-capacidade-para-enfrentar-futuras-pandemias-diz-ministra</link>
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<description>Nísia Trindade e OMS defendem cooperação entre países</description>
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<media:description type="plain">Tomaz Silva/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>“A próxima pandemia pode vir de qualquer lugar”. Essa é a mensagem de alerta da Cúpula Global de Preparação para Pandemias, evento internacional que uniu especialistas de várias partes do mundo no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (29). O encontro funciona como uma troca de experiências sobre enfrentamento de doenças que podem ser alastrar, como a covid-19, que deixou mais de 7 milhões de mortos no planeta.</p>
<p>A ministra da Saúde, Nísia Trindade, garantiu que o Brasil é capaz de participar da Missão 100 Dias, união de esforços para desenvolver, produzir e distribuir vacinas e tratamentos mundialmente dentro de pouco mais de três meses.</p>
<p>Esse prazo representa um terço do tempo que levou para ser criada uma vacina contra a covid-19 e que poderá interromper uma nova pandemia ainda no início, poupando vidas.</p>
<p>“Sem dúvida o Brasil tem condições de adotar esse objetivo. O Brasil é parte desse esforço e nós retomamos uma agenda que as instituições de pesquisas científicas levantaram com muita força”, disse a ministra.<br />Segundo ela, o Brasil, que enfrentou adversidades durante a pandemia de covid-19 e acumulou mais de 700 mil mortes, tem no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bases na ciência, tecnologia e esforços industriais que abrangem a área da saúde.</p>
<p>Nísia Trindade citou o Complexo Econômico Industrial da Saúde – conjunto de investimentos que incentivam a produção de medicamentos, insumos e vacinas, parte da Nova Indústria Brasil, política industrial do governo federal.</p>
<p>Para a ministra, o preparo do país para o enfrentamento de futuras pandemias deve ser visto como política de Estado, e não apenas de governo.</p>
<p>Nísia frisou a importância da troca de experiência e conhecimento entre países e defendeu ainda que o esforço seja com equidade, dando “acesso e desenvolvimento da produção local [de vacinas e tratamentos] não só no Brasil, mas nos países em desenvolvimento, em um esforço organizado”.</p>
<p>Nísia entende que é preciso protagonismo do Sul Global (conjunto de países emergentes). “Não é possível pensar em proteção de forma equitativa sem a participação dos nossos países”, afirmou.</p>
<p>“É hora de traduzir equidade e solidariedade em ações concretas para garantir acesso junto a produtos para o enfrentamento a pandemias e outras emergências de saúde”, disse a ministra, acrescentando que é preciso também preocupação com doenças negligenciadas, como as arboviroses. Este ano, por exemplo, o Brasil enfrentou epidemia de dengue, com mais de 6 milhões de casos e 4,8 mil mortes.</p>
<p>A presidente da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi), Jane Halton, explicou que a Missão dos 100 Dias não é apenas uma questão de velocidade na resposta. Inclui também equidade na disponibilização dos recursos. “É sobre proteger todas as pessoas de novas doenças antes que tenham as vidas delas e de familiares destruídas.”</p>
<p><strong>Parceria para vacinas</strong><br />O encontro da Cúpula Global de Preparação para Pandemias termina na terça-feira (30). Essa é a segunda edição do evento. A primeira foi em Londres, em 2022.</p>
<p>No evento desta segunda-feira foi anunciada uma parceria da Cepi com a Fiocruz para a produção de vacinas que poderão ser distribuídas para países da América Latina, em caso de nova pandemia.</p>
<p>Segundo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, o acordo faz parte de um esforço global para “um mundo mais equilibrado no acesso a vacinas”.</p>
<p>“Não há condição de apenas os países do Norte produzirem vacina para o mundo. Não deu certo na [pandemia de] covid-19. Então a ideia é também incluir país do Sul Global, onde a Fiocruz terá destaque nisso”, declarou.</p>
<p>Por meio de uma mensagem gravada em vídeo, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou a liderança da ministra Nísia Trindade em colocar o tema preparação para pandemia como uma das prioridades do mandato brasileiro na presidência do G20 (grupo que reúne as 19 maiores economias do país mais a União Europeia e União Africana).</p>
<p>Segundo a autoridade máxima da OMS, uma próxima pandemia “não é questão de se, mas de quando”. Ele manifestou o desejo de que não sejam repetidos erros cometidos na pandemia de covid-19.</p>
<p>“Temos ainda um longo caminho antes de poder dizer que o mundo está verdadeiramente preparado para a próxima pandemia. Mas, junto, estamos fazendo um mundo mais preparado do que antes”, definiu.</p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Senado retoma debate de PEC que pode privatizar praias.</title>
<link>https://www.360rondonia.com.br/noticia/senado-retoma-debate-de-pec-que-pode-privatizar-praias</link>
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<description>Matéria está na CCJ para discussão</description>
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<media:description type="plain">Tânia Rêgo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Senado volta a discutir nesta segunda-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2022 que transfere a propriedade dos terrenos do litoral brasileiro, hoje sob o domínio da União, para estados, municípios e proprietários privados. Aprovado em fevereiro de 2022 na Câmara dos Deputados, a PEC estava parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado desde agosto de 2023.</p>
<p>Uma audiência pública discute hoje o tema, que está sob a relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e enfrenta resistência da base governista. Organizações ambientalistas alertam que a proposta traz o risco de privatização das praias por empreendimentos privados e pode comprometer a biodiversidade do litoral brasileiro.</p>
<p>Além das praias, a União detém a propriedade de margens de rios e lagoas onde há a influência das marés.</p>
<p>De acordo com o Observatório do Clima, “esse é mais um projeto do Pacote da Destruição prestes a ser votado. Isso põe em risco todo o nosso litoral, a segurança nacional, a economia das comunidades costeiras e nossa adaptação às mudanças climáticas”.</p>
<p>Para o grupo que reúne diversas entidades de defesa do clima e do meio ambiente, os terrenos de marinha são guardiões naturais contra enchentes, deslizamentos e eventos climáticos extremos.</p>
<p>“Essa defesa é essencial para a nossa segurança e resiliência. Essas áreas preservam nossa biodiversidade e equilíbrio dos ecossistemas costeiros. Privatização pode trazer danos irreversíveis”, afirmou o Observatório, em nota.</p>
<p>A PEC exclui o inciso VII do artigo 20 da Constituição, que afirma que os terrenos de marinha são de propriedade da União, transferindo gratuitamente para os estados e municípios “as áreas afetadas ao serviço público estadual e municipal, inclusive as destinadas à utilização por concessionárias e permissionárias de serviços públicos”.</p>
<p>Para os proprietários privados, o texto prevê a transferência mediante pagamento para aqueles inscritos regularmente “no órgão de gestão do patrimônio da União até a data de publicação” da Emenda à Constituição. Além disso, autoriza a transferência da propriedade para ocupantes “não inscritos”, “desde que a ocupação tenha ocorrido pelo menos cinco anos antes da data de publicação” da PEC.</p>
<p>Ainda segundo o relatório, permanecem como propriedade da União as áreas hoje usadas pelo serviço público federal, as unidades ambientais federais e as áreas ainda não ocupadas.</p>
<p>MMA<br />Em entrevista hoje à Rádio Nacional, a diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ana Paula Prates, defendeu que esses terrenos, hoje com a União, funcionam como proteção contra as mudanças climáticas. <br />“Acabar com essa figura é um retrocesso enorme. A PEC termina com essa figura dos terrenos de marinha, que são terrenos da União, e passa gratuitamente para estados e municípios, para poder, inclusive, privatizar essas áreas”, disse.<br />A representante do MMA acrescentou que a PEC não privatiza diretamente as praias, mas pode levar ao fechamento dos acessos às áreas de areia. “Na hora em que esses terrenos todos que ficam após as praias forem privatizados, você começa a ter uma privatização do acesso a elas, que são bens comuns da sociedade brasileira”.]</p>
<p>Defesa<br />O senador Flávio Bolsonaro defende, em seu relatório, que a mudança é necessária para regularizar as propriedades localizadas nos terrenos de marinha. “Há, no Brasil, inúmeras edificações realizadas sem a ciência de estarem localizadas em terrenos de propriedade da União”.</p>
<p>Segundo Flávio, “os terrenos de marinha causam prejuízos aos cidadãos e aos municípios. O cidadão tem que pagar tributação exagerada sobre os imóveis em que vivem: pagam foro, taxa de ocupação e IPTU. Já os municípios, sofrem restrições ao desenvolvimento de políticas públicas quanto ao planejamento territorial urbano em razão das restrições de uso dos bens sob domínio da União”.</p>
<p>O senador fluminense argumenta ainda que a origem do atual domínio de marinha sobre as praias foi justificada pela necessidade de defesa do território contra invasão estrangeira, motivo que não mais existiria, na visão do parlamentar.</p>
<p>“Atualmente, essas razões não estão mais presentes, notadamente diante dos avanços tecnológicos dos armamentos que mudaram os conceitos de defesa territorial”, disse no parecer da PEC.</p>
<p>Audiência<br />Na audiência pública desta segunda-feira, a CCJ do Senado deve ouvir a Coordenadora-Geral do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Marinez Eymael Garcia Scherer; a representante Movimento das Pescadoras e Pescadores Artesanais (MPP); Ana Ilda Nogueira Pavã; o diretor-Presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa; o prefeito de Florianópolis (SC), Topázio Silveira Neto, entre outros convidados.</p>
<p>*Matéria alterada às 12h50 de hoje (27) para acréscimo de informação (MMA).</p>
<p>* Matéria alterada em 28/05, às 14h30 para correção da expressão referente aos terrenos no litoral. São chamados de "terrenos de marinha" e não "terrenos da Marinha", como anteriormente informado.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
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<title>Minha Casa, Minha Vida avança mais rápido do que o esperado</title>
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<description>Meta do programa será antecipada, revela ministro Jader Filho</description>
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<media:description type="plain">Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</media:description>
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<content:encoded><![CDATA[<p>O cronograma do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) está avançando mais rápido do que o esperado, segundo o ministro das Cidades, Jader Filho. A meta estipulada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de 2 milhões de contratações até o final do mandato. A expectativa do governo é a de chegar à metade dessa meta já nos próximos dias.</p>
<p>“Em primeira mão, quero dizer que já estamos bem perto de 1 milhão de casas [contratadas], bem antes do que estava previsto, que seria entre o final de dezembro e o início de janeiro. Chegaremos, ainda em setembro, a 50% da meta determinada pelo presidente Lula”, revelou Jader Filho nesta quarta-feira (18), ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).</p>
<p>O ministro anunciou também que uma nova seleção de projetos para o MCMV está prevista para o ano que vem, aumentando ainda mais esse número e que, já nas próximas semanas, serão selecionados os municípios com menos de 50 mil habitantes que receberão recursos destinados ao programa.</p>
<p>Segundo Jader Filho, os recursos para o programa estão todos garantidos, não havendo, portanto, qualquer possibilidade de corte ou contingenciamento. “E não haverá atraso no repasse das obras porque o recurso já está depositado nos fundos, justamente para evitar que qualquer tipo de atraso nos pagamentos, dando segurança aos nossos construtores”, acrescentou.</p>
<p>“Agora, o que a gente quer em troca dessa segurança, é que os construtores entreguem o quanto antes essas unidades do MCMV, porque quem está morando de aluguel tem pressa. Quem está morando em área de risco tem pressa”, complementou.</p>
<p><strong>Reflexos</strong><br />O ministro lembrou o impacto positivo que o programa tem causado para a economia do país, ressaltando, no entanto, que suas benesses vão muito além da questão econômica. “No último trimestre, o MCMV lançou mais empreendimentos do que a iniciativa privada. 53% dos lançamentos de unidades habitacionais do país foram do MCMV”, informou.</p>
<p>“Isso, obviamente, tem um impacto muito importante na economia. Estamos calculando que, com o setor da construção civil, alcançamos pleno emprego no Brasil”, disse ao explicar que o MCMV já garantiu um total de R$ 72 bilhões em investimentos e que, considerando os financiamentos, chega-se a um total superior a R$ 350 bilhões.</p>
<p>Esses investimentos, segundo o ministro, geraram 1,8 milhão de empregos diretos e 5 milhões indiretos. “A verdade é que o MCMV está bombando, assim como a construção civil do Brasil”.</p>
<p><strong>Experiência</strong><br />Jader Filho disse que a experiência adquirida ao longo das 8,4 milhões de habitações já entregues têm sido relevantes no sentido de evitar a repetição de erros e de fazer entregas mais adequadas, ajudando as pessoas a terem maior qualidade de vida em suas residências.</p>
<p>Entre as aprendizagens citadas pelo ministro, está a de que unidades muito pequenas e condomínios muito grandes não criam, em seus moradores, sensação de pertencimento, além de ser alvo fácil para criminosos. “Já nos condomínios menores, percebemos que eles são mais bem cuidados. As famílias cuidam do seu empreendimento com muito carinho, no sentido de pertencimento e de comunidade. É isso o que a gente quer”, disse.</p>
<p>Barbalho reconheceu que condomínios construídos em localidades isoladas também costumam apresentar problemas, e que é fundamental estar próximo a escolas, postos de saúde e de regiões onde haja oferta de emprego. </p>
<p>“Aprendemos também que é melhor que o imóvel fique no nome da mulher e que, entre as exigências, estejam também acesso a energia, água, esgotamento sanitário”, disse.</p>
<p>De acordo com o ministro, todos esses aprendizados são considerados na hora de definir como serão as estruturas dos próximos projetos a serem selecionados, inclusive para áreas comuns. “Todas unidades terão varandas. Além disso, as estruturas dos condomínios terão equipamentos esportivos, energia solar, churrasqueiras [comunitárias], área para pets e até mesmo bibliotecas com pelo menos 500 livros. Alguns deles, inclusive, cedidos pela Academia Brasileira de Letras”.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Renato Barros</dc:publisher>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:06:00 -0300</pubDate>
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